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Para quem usa SAP MII | PCO

O SAP MII chega ao fim. Suas integrações, não.

O fim do suporte ao SAP MII e ao SAP PCO costuma ser tratado como um problema de aplicação. Não é: é um problema de integração. Esta página explica o calendário real, o que está de fato em risco e quais são os caminhos — inclusive o de não ir para o SAP DM.

O calendário do SAP MII / PCO

  1. 2026 Hoje

    Suporte pleno da SAP. O melhor momento para diagnosticar e planejar sem pressa.

  2. 2027 Fim do suporte

    31/12/2027: última data com manutenção principal incluída no contrato.

  3. 2028 Custo extra

    Suporte apenas via Extended Maintenance, contratada à parte.

  4. 2029 Janela final

    Um programa de migração leva de um a três anos. Começar aqui é apertado.

  5. 2030 Fim de linha

    31/12/2030: sem correções, sem patches de segurança, sem suporte padrão.

Datas conforme os comunicados públicos da SAP sobre o fim de vida do SAP MII. Confirme o calendário aplicável ao seu contrato junto à SAP antes de planejar.

O que está em jogo

O risco não são as telas. São as integrações.

Quando a conversa sobre sair do SAP MII começa, ela costuma começar pelas aplicações Web — as telas que o operador usa. São visíveis, todo mundo tem opinião sobre elas, e por isso viram o centro do projeto. Mas quem mantém um ambiente SAP MII há anos sabe que a parte difícil está embaixo: as transações que falam com o ERP, os laços que leem o CLP, as filas que seguram a produção quando o SAP não responde.

Essas integrações raramente estão documentadas em um lugar só. Foram construídas ao longo de anos, por equipes diferentes, e boa parte do que se sabe sobre elas está com pessoas, não em papel. É esse acervo que o fim do suporte coloca em risco, e é ele que leva mais tempo para reconstruir — não a interface.
Danilo Santos Consultor SAP MII | PCO há 18 anos

Trocar a camada de integração antes de mexer nas telas inverte a ordem de risco do projeto: tira-se do ar primeiro a plataforma que perdeu suporte, e decide-se sobre o front-end depois, sem prazo em cima.

Decisão

Cinco caminhos, e o que cada um cobra

Não existe uma resposta única — existe a resposta que cabe no seu risco, no seu orçamento e no seu calendário. Os cinco caminhos que aparecem na prática:

Não recomendado

Ficar no SAP MII até o limite

Custo baixo agora, risco crescente depois.

Nada para de funcionar em 31/12/2027. O que acaba é a correção de defeito, o patch de segurança e o suporte contratado. Para uma planta que roda 24 horas, operar uma camada de integração sem correção de segurança é uma decisão que precisa passar pela área de risco, não só pela de TI.

Avaliar caso

Migrar para o SAP DM

Faz sentido para quem quer um MES. Nem todo mundo quer.

O SAP Digital Manufacturing é um MES na nuvem SAP BTP, com custo recorrente e um projeto de implantação próprio. Para quem usava o SAP MII como MES, é uma sucessão natural. Para quem usava o SAP MII como camada de integração — que é a maioria — é comprar outra categoria de produto para resolver o problema que se tinha.

Parcialmente

Trocar apenas a camada de integração

Resolve o prazo primeiro e preserva o que funciona.

As integrações com SAP e com o chão de fábrica saem do SAP MII e passam a rodar em uma plataforma com suporte, mantendo as mesmas BAPIs, os mesmos IDocs e os mesmos equipamentos do outro lado. As telas continuam de pé enquanto você decide o que fazer com elas. É o caminho que o CMS foi feito para atender.

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Integração no CMS e camada Web refeita

Sai do SAP MII por inteiro, sem herdar o débito técnico.

A integração passa para o CMS e as aplicações Web construídas sobre o SAP MII são refeitas em tecnologia atual — desacopladas, responsivas e sob o seu controle. Custa mais e leva mais tempo do que trocar apenas a integração, mas encerra o assunto: não sobra nada preso ao ciclo de vida de um produto de terceiro.

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SAP BTP com Integration Suite e CMS

Fica no ecossistema SAP sem terceirizar o chão de fábrica.

As aplicações Web migram para o SAP BTP e o Integration Suite cuida das integrações entre sistemas corporativos. O CMS entra onde o Integration Suite não alcança: OPC UA, Modbus, CLP, historiadores e o resto do chão de fábrica. Para quem já decidiu investir em BTP, é a divisão de trabalho que evita forçar uma ferramenta corporativa a conversar de forma direta com equipamento e APIs internas, sem um hub de integração e controle.

Dúvidas frequentes

O que perguntam com mais frequência

Quando o SAP MII deixa de ter suporte?

A manutenção principal incluída no contrato vai até 31/12/2027. Depois disso o suporte existe apenas como Extended Maintenance, contratada à parte e com custo adicional, até 31/12/2030. A partir de 2031 não há correção, patch de segurança nem suporte padrão.

As minhas integrações param de funcionar nessa data?

Não. Nada é desligado remotamente. O que termina é o direito a correção de defeito, patch de segurança e atendimento. O ambiente continua rodando — o que muda é que qualquer problema novo passa a ser seu, sem canal para escalar.

Sou obrigado a migrar para o SAP Digital Manufacturing?

Não. O SAP DM é a sucessão que a SAP oferece, mas é um MES em nuvem, com escopo e custo próprios. Se você usa o SAP MII como camada de integração entre o SAP e o chão de fábrica, e não como MES, o CMS é um caminho que resolve o fim do suporte e agrega diversas tecnologias atuais e de ponta.

Não dá para usar o SAP Integration Suite no lugar do CMS?

Dá para usar os dois, e costuma ser o melhor arranjo: eles resolvem camadas diferentes. O Integration Suite é forte na integração entre sistemas corporativos, mas não fala os protocolos do chão de fábrica — não há OPC UA, Modbus, Sparkplug B, leitura de CLP nem historiador como o AVEVA PI. Ele transporta MQTT pelo Advanced Event Mesh, mas como barramento corporativo de eventos, não como cliente de equipamento. E, por rodar em nuvem, colocá-lo no caminho entre um equipamento e o SAP cria uma dependência de conectividade que a produção não aceita: quando o link cai, a linha não para de produzir junto. O CMS fica ao lado do equipamento, fala esses protocolos e segura a fila local até o SAP voltar. Numa arquitetura com BTP, o Integration Suite cuida do corporativo e o CMS cuida da fábrica.

Por que não deixar o próprio MES cuidar das integrações?

Porque não é o trabalho dele. O MES existe para executar e rastrear a produção, e é nisso que o fornecedor investe. A conectividade costuma vir como uma API que recebe dados: resolve a entrada, mas não o que acontece em volta dela — segurar a fila quando o ERP não responde, reprocessar só o que falhou, avisar às três da manhã que uma conexão caiu, mostrar o que ia dentro de cada mensagem. Sem isso, a falha só aparece quando a produção percebe. E um MES raramente é dimensionado para manter dezenas de conexões vivas e ler tag de CLP em laço, então cada integração nova vira dependência do roadmap do fornecedor. O CMS assume essa camada para qualquer sistema de fábrica, e o MES volta a fazer o que faz bem.

Dá para trocar só a camada de integração e manter as aplicações Web?

Sim, e costuma ser o caminho de menor risco. As telas legadas continuam no ar enquanto a integração passa a rodar em uma plataforma com suporte. A decisão sobre o front-end fica para depois, sem o prazo do fim de vida pressionando.

E o SAP PCO, para onde vai?

O SAP Plant Connectivity acompanha o mesmo movimento do SAP MII. É o componente que conversa com OPC, CLP e equipamento de chão de fábrica, então quem depende dele para coleta precisa tratá-lo no mesmo plano — não como um item separado.

Vou precisar reescrever as minhas chamadas BAPI e RFC?

Não. As mesmas BAPIs, RFCs e IDocs continuam sendo chamados, com os mesmos parâmetros. O que muda é quem faz a chamada. O contrato com o lado SAP é preservado, que é justamente o que torna esse caminho mais curto do que reconstruir tudo.

Quanto tempo leva um projeto desses?

Um programa completo de migração, incluindo front-end, varia bastante de um ambiente industrial para outro. Fazemos um levantamento do seu caso e devolvemos uma estimativa. Trocar apenas a camada de integração é bem mais curto, porque o escopo é conhecido e não depende de redesenhar a experiência do operador.

Por onde eu começo?

Pelo inventário. Antes de escolher plataforma, é preciso saber quantas integrações existem, o que cada uma faz, com que sistema fala e quem depende dela. Em quase todo ambiente SAP MII esse levantamento revela integrações que ninguém lembrava — e é ele que define o tamanho real do projeto.

Receber o modelo de inventário

Por onde começar

Modelo de inventário de integrações SAP MII / PCO

Antes de escolher plataforma, é preciso saber o que existe. Enviamos a planilha que usamos no início de todo projeto de migração: treze colunas que, na prática, mudam a decisão — cada uma explicada no próprio arquivo, com uma linha de exemplo já preenchida.

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Enviamos o link na hora, aqui mesmo nesta página.

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